MPF tenta barrar abate de 5 mil búfalos invasores na Amazônia

23/03/2026 16:08 23/03/2026 16:08 23/03/2026 16:08
MPF tenta barrar abate de 5 mil búfalos invasores na Amazônia

O controle de búfalos selvagens no Brasil tem gerado discussões acaloradas no âmbito ambiental e judicial. Recentemente, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou um projeto piloto para manejar a população de búfalos invasores em Rondônia, mas a ação foi interrompida por um pedido do Ministério Público Federal (MPF) que solicita a suspensão imediata dos abates. Essa solicitação é um reflexo de um problema ambiental complexo que afeta a biodiversidade local.

Impactos Ambientais e Jurídicos

A presença descontrolada de mais de 5 mil búfalos asiáticos no Vale do Guaporé representa uma ameaça significativa à fauna e flora regionais. O abate tinha como objetivo reduzir a população em 10%, numa tentativa de mitigar os danos ambientais causados pelo excesso desses animais. O MPF destaca que o ICMBio realizou essa operação sem a devida comunicação à Justiça e sem apresentar um plano formal de controle.

Razões para Erradicar Búfalos Invasores

Os búfalos, que se adaptaram na Amazônia como resultado de um projeto pecuário falido na década de 1950, geram vários impactos ambientais. A destruição do habitat de espécies como o cervo-do-pantanal, a alteração geológica e a compactação do solo são algumas das consequências negativas. A intervenção do ICMBio se torna essencial diante da falta de predadores naturais que controle a população desses herbívoros.

O Projeto Piloto do ICMBio

O projeto piloto desenvolvido pelo ICMBio busca não apenas erradicar os búfalos, mas também coletar dados essenciais para fundamentar um plano de erradicação mais abrangente. Com a natureza isolada da região, a retirada dos animais vivos torna-se impraticável, e o abate é considerado a única alternativa viável. Para isso, operações de abate são realizadas por profissionais capacitados, com o objetivo de avaliar a logística e os efeitos do abate no ecossistema. A atividade tem atraído a atenção de pesquisadores que buscam entender as implicações da presença dos búfalos ao longo dos anos.