Moradores de Urucurituba enfrentam um período delicado devido à erosão que ameaça a orla do município. A situação se agravou a ponto de a prefeitura reconhecer a emergência. Entretanto, apesar do clima de crise, a gestão do prefeito Léo Tundis continua a liberar contratos significativos em áreas que não são prioritárias.
Contratos Supérfluos em Tempos de Crise
Um dos gastos que mais chamou atenção foi a autorização de um investimento superior a R$ 1,4 milhão para a construção de um complexo esportivo. As obras incluem um campo de grama sintética, uma meia quadra de basquete, pista de caminhada e parque infantil. A empresa escolhida para realizar a obra foi a G S T Construções LTDA, conforme a Ordem de Serviço nº 009/2026 e ligadas à Concorrência Eletrônica nº 006/2026.
Além disso, a prefeitura publicou novos contratos imponentes para serviços de engenharia e manutenção de prédios públicos. Um exemplo é o acordo feito com a RF Comércio de Materiais de Construção LTDA, que recebeu R$ 3,3 milhões. Outro contrato significativo foi assinado com a empresa Thunder Construtora LTDA, que vai receber R$ 1,6 milhão para serviços administrativos relacionados às secretarias municipais.
Descontentamento da População
No meio de tanta movimentação financeira, os moradores manifestam seu descontentamento. Eles relatam que, enquanto se priorizam estas obras, a erosão ameaça suas casas, ruas e estruturas próximas ao rio. Essa insatisfação tomou conta das redes sociais, especialmente após a divulgação dos contratos milionários no momento em que a cidade enfrenta uma crise real.
Um morador comentou: “Estão gastando milhões com campo e contratos enquanto a orla está caindo.” Essa afirmação revela a indignação da população que vê investimentos sendo direcionados a áreas que não são urgentes, enquanto a questão da erosão continua sem uma resposta adequada da administração municipal.
A Resposta da Prefeitura e a Necessidade de Ação
Com a soma dos contratos recentes, os valores excedem os R$ 6 milhões. Entretanto, até agora, a Prefeitura de Urucurituba não apresentou uma explicação sobre a prioridade dada a obras consideradas não emergenciais, enquanto os cidadãos enfrentam o risco de desabamento e destruição nas áreas afetadas pela erosão.
Os moradores esperam que a prefeitura tome uma atitude proativa em relação à crise da erosão, que é uma questão que afeta diretamente suas vidas. A falta de investimento em infraestrutura necessária e o direcionamento de verbas para outras áreas têm gerado um cenário de desconfiança e indignação. A busca por uma solução eficaz e urgente é o que se espera da gestão pública local.
É fundamental que a administração municipal reavalie suas prioridades e foque em ações que protejam os cidadãos e suas propriedades. A erosão não é um problema que pode ser ignorado, e, por isso, o apelo da população por medidas que garantam a segurança e o bem-estar da comunidade se torna cada vez mais intenso. A comunicação clara entre a prefeitura e os moradores é essencial para uma gestão mais eficiente e transparente que realmente atenda às necessidades da população.

