Santinha, destruidora de Ferraris, viveu agitos no Vieiralves

Existem pessoas que acham que trocar o salto da Arezzo por um da Yves Saint Laurent e mudar o círculo social é suficiente para apagar o passado. Em Manaus? Que ingenuidade.

Na Paris dos Trópicos, a língua é afiada, a memória é clara e sempre há quem recorde uma versão antiga daquelas que agora desfilam comportamentos de madame e etiqueta.

As más línguas sussurram que, antes da sofisticação, havia uma versão bem menos comportada e muito mais divertida. Mulheres que conheciam os pés de serra e os forrós da capital, além das noites agitados do Vieiralves, Adrianópolis e bairros vizinhos.

Essas mulheres não precisavam de convites dourados para serem assunto. Bastava a música e algumas doses de tequila para que o salto metafórico começasse a entortar e a diversão se intensificasse. Elas estavam sempre prontas para uma aventura e, em uma delas, até sofreram um acidente enquanto passavam a marcha de uma Ferrari (se é que você me entende!).

Atualmente, tudo mudou. O sorriso é calculado, a pose é estudada, a fala é calma, e a dedicação à arte de parecer absolutamente adequada é quase acadêmica. Parece que houve um curso intensivo de como se comportar na alta sociedade sem deixar escapar a essência antiga.

Entretanto, existe um pequeno problema: algumas versões não desaparecem completamente. Basta uma noite mais animada para que a etiqueta peça licença, a compostura tire férias e uma velha conhecida de outros tempos ameace reaparecer — mesmo que agora, em ambientes mais reservados.

É curioso como há pessoas que passam anos construindo uma imagem celestial, enquanto histórias bem menos angelicais circulam por aí.

Afinal, quem é a nossa “santinha, destruidora de Ferraris e serva da Universal”? Queremos palpites!

Quem é a madame cheia de mistérios que acredita que Manaus sofre de amnésia coletiva? O chá revelação acontece amanhã, às 15h (com o vídeo na íntegra e totalmente nítido).

Preparem a xícara. Porque amanhã o chá promete vir quente.

Veja vídeo: