Redes sociais superam TV e influenciam a Copa do Mundo 2023

19/06/2026 07:07 19/06/2026 07:07 19/06/2026 07:07
Redes sociais superam TV e influenciam a Copa do Mundo 2023

A atual Copa do Mundo expressa uma transformação notável na maneira como a informação é consumida globalmente. As redes sociais e as plataformas de vídeo se tornaram as principais fontes de notícias para os torcedores, frequentemente superando a televisão, que antes dominava esse espaço. A velocidade e a acessibilidade das informações, junto à popularidade das redes, têm remodelado a experiência do acompanhamento esportivo.

De acordo com o Digital News Report 2026, uma pesquisa realizada pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, cerca de 100 mil pessoas em 48 países foram ouvidas, revelando um novo panorama na forma como consumimos notícias. A mudança é especialmente evidente entre o público mais jovem, que se afastou da televisão em busca de conteúdos mais dinâmicos e interativos nas redes sociais.

Transformação no Consumo de Notícias

Embora a televisão ainda seja o meio principal para a transmissão de partidas ao vivo, o panorama se alterou significativamente em relação ao consumo de informações e análises. Dados globalmente acessados indicam que:

54% das pessoas utilizam redes sociais e plataformas de vídeo como sua principal fonte de notícias.

52% ainda preferem a televisão.

51% buscam informações em sites e aplicativos de veículos de comunicação tradicionais.

21% ainda se valem do rádio como fonte de notícias.

Essa transformação é apoiada pelo forte desempenho das redes sociais, que se tornaram a plataforma preferida para muitos torcedores, especialmente entre os jovens de 18 a 24 anos. Nesse grupo, mais da metade dos entrevistados afirma que depende das redes sociais para se manter informado sobre o torneio.

A Copa dos Influenciadores

Nos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa de 2026, essa mudança é ainda mais pronunciada. O público jovem está cada vez mais substituindo formatos tradicionais por conteúdos gerados por influenciadores independentes, podcasts esportivos e vídeos curtos. O surgimento de plataformas como TikTok, Instagram e YouTube permitiu que análises táticas e coberturas não-oficiais se espalhassem rapidamente logo após os jogos, atraindo uma nova geração de fãs que preferem consumir informação de maneira mais rápida e visual.

Enquanto isso, o público com 45 anos ou mais ainda se apega à televisão como principal fonte de notícias. No entanto, mesmo essa faixa etária está começando a migrar para o digital, indicando que a tendência pode se consolidar ainda mais nos próximos anos.

Desafios na Avaliação da Informação

A pesquisa também destacou o crescimento da utilização de ferramentas de inteligência artificial na busca por informações, mas fez um alerta crucial: aumento na audiência nas redes sociais não necessariamente implica em maior confiança nas informações consumidas. Durante um evento de grande magnitude como a Copa do Mundo, onde rumores, lesões e polêmicas de arbitragem são amplamente discutidos, o risco de desinformação se torna uma preocupação real.

Apenas 37% dos entrevistados afirmaram confiar na maioria das notícias que consomem. Especialistas em comunicação frisam que a velocidade de circulação de informações nas redes sociais, embora amplie o alcance de eventos como o Mundial, exige que o torcedor e o cidadão desenvolvam um olhar crítico e um filtro eficiente para distinguir o que é um fato jornalístico de possíveis informações enganosas.

Essa nova forma de consumir informações sobre a Copa do Mundo indica que o futuro do jornalismo esportivo deve ser reinventado, com um foco maior em formatos que atendam às demandas e preferências da nova geração de torcedores. As notícias e análises precisam, portanto, não apenas ser rápidas, mas também ser de qualidade e confiáveis para conquistar a confiança do público.

A chave para um futuro exitoso em meio a tantas mudanças será a adaptação às novas dinâmicas de consumo e a capacidade de oferecer conteúdos que não só informem, mas também se conectem emocionalmente com o público. Só assim a credibilidade das fontes poderá ser reafirmada num cenário onde as redes sociais dominam o campo da informação.