Brasil — Uma intensa operação deflagrada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Morro dos Prazeres, região central do Rio, terminou em intenso confronto, mortes e vias bloqueadas nesta quarta-feira (18). A operação, que teve como principal alvo integrantes do Comando Vermelho (CV), resultou na morte de Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, apontado como o chefe do tráfico local.
A operação foi marcada por uma tragédia civil quando um morador foi feito refém durante a fuga de criminosos e acabou executado em meio à troca de tiros.
O alvo da operação
A incursão do Bope tinha como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão contra membros do CV envolvidos com tráfico de drogas e roubo de veículos. O principal alvo alcançado foi “Jiló dos Prazeres”, considerado foragido da Justiça, com uma extensa ficha criminal que contabilizava 135 registros, além de oito mandados de prisão em aberto.
Tragédia: casal feito refém
O momento de maior tensão ocorreu quando seis suspeitos armados, na tentativa de escapar do cerco policial, invadiram uma residência e fizeram um casal refém. De acordo com a Polícia Militar, houve uma intensa troca de tiros no local. Durante o confronto, o morador foi morto pelos criminosos, enquanto os seis suspeitos também foram mortos. A esposa da vítima sobreviveu fisicamente ilesa, mas precisou ser hospitalizada devido ao estado de choque causado pela situação.
Balanço de feridos e vítimas
O Hospital Municipal Souza Aguiar, referência na região central, informou sobre os atendimentos gerados pela operação:
- Óbitos: Oito homens já chegaram sem vida à unidade de saúde, incluindo o chefe do tráfico, os seis suspeitos e o morador refém.
- Policial ferido: Um agente do Bope foi atingido por estilhaços, recebeu atendimento e já foi liberado.
- Internados: Outras duas pessoas foram internadas, mas seu estado de saúde é estável.
Retaliação do tráfico e impactos no trânsito
Como represália às ações da polícia e à morte do chefe do tráfico, criminosos ordenaram ataques na região, causando caos na mobilidade urbana. Um ônibus urbano foi incendiado na altura da Praça Condessa Paulo de Frontin, exigindo a atuação do Corpo de Bombeiros e a interdição de uma das faixas do Elevado Paulo de Frontin, utilizado como rota alternativa.
O Centro de Operações Rio (COR) relatou impactos severos em vias importantes ao longo de toda a quarta-feira:
- Bloqueios intermitentes: Vias nos bairros do Rio Comprido (Zona Norte) e Catumbi (Centro) foram fechadas, afetando a Rua Barão de Petrópolis, a Rua Estrela e a Avenida Paulo de Frontin.
- Túnel Rebouças: A pista da Avenida Paulo de Frontin, no sentido Túnel Rebouças, teve que ser totalmente fechada entre as ruas Sampaio Viana e do Bispo.
- Transporte Público: O sindicato Rio Ônibus informou que, por medidas de segurança, pelo menos 10 linhas municipais tiveram seus itinerários desviados para evitar a área de conflito.

