O caso de Monique Medeiros, preso novamente após o homicídio de seu filho Henry Borel, tem gerado grande repercussão no Brasil. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restaurou a prisão preventiva de Monique nesta sexta-feira (17), após questionamento do pai de Henry, Leniel Borel de Almeida Junior.
Esclarecimento sobre a Prisão Preventiva
Monique e seu ex-namorado, Dr. Jairinho, estão sendo acusados de participação no crime que vitimou o menino de apenas quatro anos. O pai da criança contestou a decisão do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, que havia revogado a prisão preventiva de Monique por alegado excesso de prazo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou a reativação da prisão, afirmando que a revogação violava decisões anteriores do STF.
Argumentos de Gilmar Mendes
O ministro enfatizou que a decisão do tribunal não considerou o que foi decidido anteriormente pelo STF. Mendes argumentou que o suposto excesso de prazo foi devido a manobras jurídicas de defesa, afirmando que esse atraso processual não gera constrangimento ilegal. Ao restaurar a medida cautelar, Gilmar Mendes também destacou a importância de garantir a integridade física e moral de Monique durante a sua detenção.
A Tragédia da Morte de Henry Borel
Henry Borel faleceu na madrugada do dia 8 de março de 2021, levando sua mãe e padrasto a levá-lo ao hospital Barra d’Or, onde foi declarado morto. A investigação revelou diversas lesões que indicavam agressões prévias, e as filmagens do elevador mostraram que o menino não estava vivo ao deixar o apartamento. O protótipo de terror que o menino viveu é corroborado pelas declarações do pai, que descreveu os acusados como perigosos.
Leniel Borel considera Dr. Jairinho um sádico e expressa sua indignação em relação à insensibilidade de Monique diante das agressões sofridas por seu filho. O caso continua a ser acompanhado de perto pela sociedade, demandando justiça para Henry e seus familiares.

