Filha mais velha desabafa sobre pai que matou a irmãzinha: Justiça necessária

O julgamento de Valmir Rodrigo Pegoraro, acusado de feminicídio, sequestro e ocultação de cadáver de sua filha, a bebê Hosana Esmeralda Silva Pegoraro, teve início no fórum de Ponte Serrada, em Santa Catarina. Este caso, que chocou a população, ocorre em um júri popular com o conselho de sentença formado por sete jurados. O segredo de justiça impede o acesso público e da imprensa, dificultando a cobertura do evento.

Cenário do Crime e Contexto Familiar

O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na zona rural de Abelardo Luz, durante uma visita familiar. Após uma discussão motivada por ciúmes, Valmir pegou a filha e dirigiu-se a um matagal, apesar das tentativas da família de detê-lo. A criança, que havia sido amamentada instantes antes, foi assassinada enquanto estava sob a custódia do pai. Valmir ainda tentou tirar a própria vida, mas não teve sucesso.

Confissão e Busca do Corpo

Logo após o crime, a família e autoridades mobilizaram uma busca intensiva pela criança desaparecida. Durante a noite, Valmir entrou em contato com familiares e confessou o homicídio por telefone. Após negociações, ele se entregou, e o corpo da bebê foi encontrado no dia seguinte, trazendo um triste fim às esperanças da comunidade local.

Expectativas e Impacto Familiar

Antes do julgamento, a filha mais velha de Valmir, Marielly Pegoraro, expressou um conflito emocional ao falar com a imprensa. Ela enfatizou a necessidade de justiça, afirmando: “O que ele fez, tem que pagar”, mas também destacou que não pretende abandonar sua família, lembrando do pai como alguém que esteve presente em sua infância. Outros familiares mencionaram a instabilidade do relacionamento entre Valmir e a mãe da criança, caracterizado por frequentes separações e discussões.

O júri continua sem previsão de término, com a expectativa de depoimentos de testemunhas e apresentação de provas. A gravidade dos crimes e o impacto da morte da criança têm capturado a atenção e a angústia da população local, que aguarda ansiosamente o desfecho deste trágico caso.