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PM concede aposentadoria de quase R$ 29 mil a tenente-coronel preso

PM concede aposentadoria de quase R$ 29 mil a tenente-coronel preso

O caso do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e sua aposentadoria gerou ampla repercussão e controvérsia. Acusado de feminicídio da esposa, Gisele Alves Santana, o oficial agora recebe vencimentos integrais mesmo preso, conforme permitido pela legislação.

A decisão foi oficializada no início de março e garante ao militar um salário bruto de aproximadamente R$ 28,9 mil. A situação levanta questões sobre a legislação que permite a concessão de aposentadoria a militares independentemente de suas circunstâncias judiciais.

Salário garantido mesmo em prisão

Geraldo Neto, que está detido no Presídio Militar Romão Gomes, continuará a receber seus salários normalmente. A legislação vigente permite essa transferência para a reserva por motivos como idade, sem levar em conta a situação criminal do militar. Isso impede também eventuais processos administrativos que poderiam resultar em expulsão e perda do cargo.

Investigação em andamento

O tenente-coronel é investigado por feminicídio e fraude processual, após a morte da esposa. As investigações da Polícia Civil questionaram a versão inicial apresentada pelo oficial, que alegou que Gisele havia cometido suicídio. Análises forenses revelaram inconsistências e possíveis manipulações na cena do crime.

Consequências legais

Apesar de estar aposentado, Geraldo continua respondendo criminalmente e sua prisão preventiva foi mantida devido à gravidade das acusações e ao risco de interferência nas investigações. Até o momento, a defesa do tenente-coronel não se manifestou sobre a concessão da aposentadoria.

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