Relações perigosas: Escândalo de assédio na saúde do AM

18/04/2026 13:11 18/04/2026 13:11 18/04/2026 13:11
Relações perigosas: Escândalo de assédio na saúde do AM

Manaus – A detenção do médico obstetra Leandro Augusto, por suspeita de assédio sexual, não apenas interrompeu o fluxo de atendimentos na clínica localizada no bairro do Alvorada, mas também trouxe à tona questionamentos urgentes sobre os critérios de contratação da empresa Gestar Saúde da Mulher. De acordo com relatos de testemunhas, o cenário na unidade era de total constrangimento.

Entretanto, o episódio da prisão parece ser apenas a ponta do iceberg de um problema muito maior. Nesse sentido, denúncias graves apontam para a existência de um suposto esquema milionário envolvendo a Organização Social AGIR e empresas que estariam atuando como “fachadas” para desvio de recursos públicos.

Irregularidades e Contratos Milionários em Foco

Fontes internas revelam que um gestor da AGIR, identificado como Bruno, estaria articulando a entrada de empresas com contratos de alto valor em substituição a entidades tradicionais e sem histórico de escândalos, como o IGOAM. Além disso, profissionais da rede denunciam que essa mudança não seguiu critérios técnicos, priorizando interesses escusos em detrimento da transparência.

Como consequência dessa gestão conturbada, a precarização do serviço tornou-se evidente. Enquanto cifras milionárias circulam nos bastidores, médicos relatam atrasos sistemáticos nos pagamentos por parte da AGIR e da Gestar. Por esse motivo, a contratação de profissionais especializados foi sacrificada, elevando o risco de complicações em áreas críticas, como a obstetrícia.

Atrasos e Precarização dos Serviços na Saúde

Sob a sombra de contratos milionários, profissionais de saúde denunciam recorrentes atrasos e ausência de pagamentos. A instabilidade financeira motivou substituições drásticas no quadro de funcionários, com médicos especialistas sendo trocados por clínicos gerais. Essa prática gera um alerta significativo, especialmente em áreas onde a qualificação técnica é vital para a segurança de mães e bebês.

Acúmulo de Funções e Supeita de “Empresas Laranja”

As denúncias se agravam ao descrever o funcionamento da Gestar. Alega-se que o médico preso acumulava várias funções ao mesmo tempo para viabilizar a economia de recursos da empresa. Nesse contexto, sugere-se que a Gestar, pertencente ao obstetra Arturo, estaria sendo utilizada como “laranja” por Bruno, visando não executar os serviços contratados para manter a margem de lucro do esquema.

O clima nos bastidores do Complexo Hospitalar da Zona Sul é de medo e indignação. Relatos indicam que o gestor Bruno poderia estar utilizando tráfico de influência para garantir sua impunidade. É vital que os órgãos de fiscalização, como o Ministério Público e a Polícia Civil, respondam a esse cenário alarmante, assegurando que a segurança das gestantes não seja sacrificada em prol de esquemas de corrupção e impunidade.