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Saiba quem são os advogados envolvidos em fraude no ICMS

Saiba quem são os advogados envolvidos em fraude no ICMS

Brasil – Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15/7) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) colocou sob os holofotes um sofisticado e bilionário esquema de sonegação de impostos que abalou o setor jurídico e empresarial em São Paulo e no Paraná. Batizada de Operação Distrato, a ação cumpriu 38 mandados de busca e apreensão contra escritórios de advocacia e consultorias suspeitos de arquitetar fraudes no pagamento de ICMS, totalizando um prejuízo aos cofres públicos superior a R$ 3,8 bilhões.

Segundo as investigações, o mecanismo da fraude era estruturado como um “planejamento tributário” agressivo. Escritórios e consultorias ofereciam a empresários a possibilidade de reduzir o pagamento de ICMS através da aquisição de supostos créditos tributários vendidos com deságio. Os intermediários garantiam a legalidade da operação, alegando que os créditos teriam autorização da Secretaria da Fazenda. Na prática, contudo, os valores eram lastreados em empresas inaptas, massas falidas ou ações judiciais antigas sem validade econômica real.

Impacto da Operação Distrato

Entre os alvos da operação estão agentes ligados aos grupos econômicos Nelson Wilians, Alpha e DMC. O caso do grupo NW envolve a estrutura de diversas sociedades de advogados e empresas de assessoria. Já o grupo Alpha justificava a origem dos créditos citando a massa falida da Nortel Networks, enquanto o grupo DMC baseava-se em precatórios de uma desapropriação da Usina Santa Rita datada da década de 1970.

O esquema previa que, ao aderir, as empresas deixavam de pagar o imposto devido ao Estado, destinando parte significativa — com comissões que chegavam a 70% do montante economizado — aos articuladores da fraude. O Cira identificou irregularidades envolvendo pelo menos 752 empresas.

Reações e Responsabilidades

Em nota, a defesa de Nelson Wilians declarou que recebeu a operação com “serenidade” e que mantém “absoluto espírito colaborativo” para o esclarecimento dos fatos. O Cira, formado pela Sefaz-SP, Ministério Público e Procuradoria-Geral do Estado, continua o trabalho de análise probatória para responsabilizar os envolvidos nas esferas administrativa, cível e penal. A magnitude da Operação Distrato sublinha a intensificação do combate ao crime organizado que se traveste de consultoria jurídica para desviar recursos vitais da sociedade paulista. O espaço permanece aberto para as manifestações dos demais citados na investigação.

Alvos de Fraude no ICMS

Grupo econômico NW (Nelson Wilians):

Grupo econômico Alpha:

Grupo econômico DMC:

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