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“A esquerda, como sempre, é hipócrita”: Débora expõe Sinésio

“A esquerda, como sempre, é hipócrita”: Débora expõe Sinésio

Manaus – A recente discussão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) sobre o Projeto de Lei nº 495/2026 destacou tensões entre parlamentares e questões de liberdade religiosa. A deputada estadual Débora Menezes (PL) provocou um embate ao sugerir que o comportamento do deputado Sinésio Campos (PT) se assemelhava ao do ministro Alexandre de Moraes, do STF, ressaltando a importância de respeitar as opiniões divergentes dos deputados durante a votação.

O embate entre Débora Menezes e Sinésio Campos

A troca de farpas começou durante a análise do projeto que visa reconhecer instrumentos sagrados de povos indígenas e comunidades de terreiro como patrimônio cultural imaterial do estado. Sinésio, ao abordar sua atuação como corregedor da Casa, mencionou a oposição ao projeto. Débora, interpretando sua fala como intimidação, fez uma crítica contundente ao que considera contradições na postura da esquerda em relação à liberdade religiosa.

Liberdade religiosa e intolerância

A parlamentar não hesitou em afirmar que a esquerda, segundo ela, exerceria uma hipocrisia ao se posicionar em torno da liberdade religiosa. A crítica se intensificou quando Débora lembrou que Sinésio votou contra um projeto de sua autoria que protegia dogmas cristãos. “O deputado está tratando a oposição à proposta como um ato de intolerância religiosa”, afirmou Menezes, colocando em evidência a complexidade do debate sobre crenças e práticas espirituais no Brasil.

Reconhecimento cultural de instrumentos sagrados

O Projeto de Lei nº 495/2026 é significativo por sua intenção de garantir a proteção cultural a objetos que desempenham um papel central em cerimônias e práticas de comunidades tradicionais. Entre os instrumentos que seriam protegidos estão atabaques, agogôs, maracás, flautas cerimoniais e sinos, todos considerados sagrados em diversas tradições religiosas. Esses objetos não apenas desempenham um papel funcional nas cerimônias, mas também possuem enorme valor simbólico e cultural para as comunidades que os utilizam.

O impasse gerado no plenário reflete não apenas uma divergência sobre a proposta em si, mas também um debate mais amplo sobre como o estado deve tratar e reconhecer as pluralidades culturais que existem dentro de sua sociedade. Apesar do clima tenso, a sessão foi encerrada sem a votação do projeto, evidenciando o desafio de se chegar a um consenso em um ambiente político tão polarizado.

Essa discussão ressalta a importância de se ter um ambiente legislativo aberto ao diálogo e à negociação, onde diferentes vozes possam ser ouvidas e respeitadas. No cerne do embate entre as duas deputadas, há questões fundamentais sobre liberdade de expressão, respeito às diversidades culturais e o papel do estado na proteção dessas expressões culturais.

Enquanto a Assembleia Legislativa do Amazonas não alcança um quórum decisivo para a votação do Projeto de Lei nº 495/2026, as tensões e debates em torno do respeito e reconhecimento das crenças religiosas devem continuar a ocupar espaço nas discussões parlamentares e na sociedade como um todo.

Veja vídeo:

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