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Ataques continuam no Oriente Médio apesar de acordo EUA-Irã

Ataques continuam no Oriente Médio apesar de acordo EUA-Irã

Mundo – A tensão no Oriente Médio permanece alta mesmo após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã. Na madrugada desta terça-feira (7), novos ataques foram registrados em diferentes pontos da região, trazendo incertezas sobre a implementação do acordo.

Novos conflitos e ataques na região

Sem um horário definido para a suspensão das ofensivas, países do Golfo relataram a interceptação de mísseis iranianos. Em Israel, três adolescentes ficaram levemente feridos após uma munição de fragmentação atingir a cidade de Tel Sheva. Ao mesmo tempo, autoridades israelenses confirmaram que o país continua realizando ataques aéreos contra o Irã.

Reação de Israel e complicações no Líbano

A escalada também afeta o Líbano. Um bombardeio israelense atingiu uma ambulância na cidade de Qlaileh, nas proximidades da região costeira de Tiro. Horas depois, o governo israelense divulgou um comunicado afirmando concordar com a trégua, mas com ressalvas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o cessar-fogo não se estende ao território libanês.

Impacto econômico e respostas internacionais

Apesar das tensões, a trégua foi bem recebida pela comunidade internacional. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que a iniciativa é um passo positivo. Segundo seu porta-voz, a ONU “saúda o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas”. O mercado financeiro também reagiu de forma imediata. O preço do petróleo caiu quase 15% após o anúncio, atingindo cerca de US$ 93 — o menor valor registrado no último mês.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o acordo como “um grande dia para a paz mundial”. Ele afirmou que os EUA devem auxiliar no controle do tráfego no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio global de petróleo.

Apesar da trégua, a continuidade dos ataques e as divergências sobre a abrangência do acordo indicam que o cenário no Oriente Médio ainda permanece instável.

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