Bancada do PT tenta anular sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

26/02/2026 15:06 26/02/2026 15:06 26/02/2026 15:06
Bancada do PT tenta anular sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

A temperatura política no Congresso Nacional subiu com a controversa quebra de sigilo de Lulinha, que gerou debates intensos entre os parlamentares. A reunião de emergência na Residência Oficial do Senado foi convocada por membros da base governista em resposta à decisão da CPMI do INSS, que autorizou a suspensão dos sigilos bancários e fiscais do filho do presidente Lula.

Controvérsia na CPMI

A CPMI teve uma sessão marcada por confusão e divergências de opiniões. Parlamentares alegaram que houve irregularidades graves durante a votação. A contagem realizada pelo presidente da comissão, Carlos Viana, foi contestada, com a base governista insistindo que 14 votos foram contrários à quebra de sigilo, enquanto Viana considerou apenas 7, desconsiderando os votos de suplentes.

A resposta do governo

Parlamentares como Paulo Pimenta e Soraya Thronicke tentaram sensibilizar Davi Alcolumbre sobre a seriedade da situação. A expectativa é que um recurso formal ajude a reverter a decisão. A senadora Thronicke mencionou que Alcolumbre analisará a questão junto à Advocacia do Senado. Enquanto isso, a situação leva o governo a caracterizar a decisão da CPMI como um “golpe”.

Motivos por trás da investigação

O foco na figura de Lulinha surge após investigações que citam seu nome em conexões com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A suspeita é que Lulinha teria um papel oculto em negócios do setor de saúde com o governo, incluindo propostas para fornecimento de cannabis ao Ministério da Saúde. O desfecho dessa situação depende de um parecer técnico e da decisão política de Davi Alcolumbre, o que promete ser um capítulo conturbado nas investigações de corrupção.