Escândalo em Itamarati: R$ 4 milhões para escolas de madeira

19/05/2026 13:08 19/05/2026 13:08 19/05/2026 13:08
Escândalo em Itamarati: R$ 4 milhões para escolas de madeira

A gestão municipal de Itamarati vive um momento de intensa polêmica, colocando o prefeito João Campelo (MDB) no centro de um escândalo de contratos milionários.

Documentos oficiais revelaram que a prefeitura assinou acordos que somam R$ 4 milhões para a construção e conclusão de escolas no município. Entretanto, esses contratos são acompanhados de uma série de questionamentos, especialmente em relação à transparência e à escolha das empresas.

Contratos Bilionários e Falta de Transparência

O contrato mais elevado foi firmado com a empresa T. S. da Silva Obras de Alvenaria Ltda, conhecida como “Construtora Ulysses”. Este acordo ultrapassa R$ 3,1 milhões e é destinado para a finalização de uma escola de seis salas, incluindo uma quadra esportiva. A grande preocupação é que os detalhes sobre a localização da obra e sobre o seu andamento não foram adequadamente compartilhados com a população.

Além disso, não foram apresentadas justificativas claras para os altos custos envolvidos, o que alimentou a desconfiança da comunidade e de opositores políticos. A empresa, cujo dono é Talisson Silva da Silva, possui um capital social de apenas R$ 800 mil, o que levanta ainda mais indagações sobre a viabilidade do projeto.

Divisão de Contratos e Suspeitas

Outro ponto de discórdia foi a divisão de contratos para a construção de seis escolas de madeira na zona rural de Itamarati. O valor total das obras, que se aproxima de R$ 1 milhão, foi dividido entre duas empresas: A R. E. F. Mota Ltda, responsável por três contratos totalizando R$ 429 mil, e I. de Melo Gestrude Ltda, que recebeu contratos somando mais de R$ 538 mil.

Levantou-se a questão sobre a capacidade técnica das empresas, já que uma delas possui atividades no comércio varejista e não na construção, gerando dúvidas sobre a adequada execução de obras educacionais.

Indignação Popular e Crescente Pressão

A repercussão negativa nas redes sociais ocorreu rapidamente, com os moradores exigindo esclarecimentos sobre a escolha das empresas e os critérios utilizados pela gestão municipal. As críticas se intensificaram na medida em que outras denúncias de gastos sem detalhamento surgiram, ampliando a insatisfação popular em relação à administração de João Campelo.

As novas denúncias colocaram a gestão sob um microscópio de fiscalização, questionando a real prioridade do uso do dinheiro público na cidade, que ainda enfrenta desafios estruturais em setores fundamentais, como saúde e educação.

Até o momento, a prefeitura não forneceu respostas satisfatórias às solicitações da população nem ao questionamento sobre como está gerindo contratos de tamanha magnitude. Isso fomenta um ambiente de desconfiança e exige uma revisão cuidadosa das práticas administrativas no município.

Os moradores seguem atentos, esperando que a transparência e a responsabilidade na administração pública sejam colocadas em prática, garantindo que o dinheiro do contribuinte seja realmente utilizado para o bem da população de Itamarati.