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TBT da Corrupção: Alessandra Campelo e a Operação Maus Caminhos

TBT da Corrupção: Alessandra Campelo e a Operação Maus Caminhos

Amazonas – O cenário político do estado está se moldando para as eleições de 2026, e os novos desdobramentos trazem à tona questões que não podem ser ignoradas. O senador Omar Aziz (PSD), visto como pré-candidato ao Governo do Estado, apresentou nesta sexta-feira (3/4) a deputada estadual Alessandra Campelo como sua vice. Com a mudança de partido para o PSD, Campelo forma uma “chapa pura”, mas seu histórico está cercado de controvérsias que podem pesar na balança eleitoral.

Campelo é uma figura influente nos bastidores da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Ela faz parte de um extenso bloqueio político que inclui 22 dos 24 deputados, focando na proteção contra as investigações de corrupção que envolvem a administração do governador Wilson Lima (União Brasil). A relação próxima entre Campelo e a base de apoio de Lima tem raízes profundas, mesmo em tempos sombrios, quando escândalos e investigações eram manchetes recorrentes.

A Operação Custo Político e suas Implicações

Para compreender a controvérsia que envolve a deputada, é necessário recordar as investigações da Polícia Federal iniciadas em setembro de 2015, conhecidas como Operação Custo Político. Essa operação decorreu da notória Operação Maus Caminhos, que expôs um esquema de desvio de mais de R$ 110 milhões em recursos destinados à saúde pública do Amazonas.

Entre os episódios alarmantes documentados, destaca-se uma viagem a Brasília, onde a deputada Alessandra Campelo e o secretário de Fazenda da época, Afonso Lobo, utilizaram um hotel de luxo com despesas cobertas pelo empresário Mouhamad Moustafa, identificado como um dos principais envolvidos na corrupção que prejudicava a saúde do estado.

Um Passado Pesado para Campelo

A viagem revelou que, enquanto os hospitais careciam de verbas, recursos públicos eram usados para financiar luxos, perpetuando o que se chamou de “custo político”. As consequências foram severas, levando Lobo a cumprir prisão domiciliar e resultando em condenações, incluindo a do ex-governador José Melo.

A Operação Custo Político evidenciou que a troca de favores estava ligada a prejuízos financeiros significativos para o Estado. Agora, com a possível ascensão de Alessandra Campelo ao cargo de vice, as interconexões entre passado e presente precisam ser reavaliadas.

Um Futuro Sob Vigilância

A proximidade de Campelo com figuras que enfrentaram investigações e sua posição atual como defensora do governo Wilson Lima geram um clima de desconfiança. À medida que se aproximam as eleições, o eleitorado amazonense deve permanecer atento e exercer seu papel crítico na hora de votar. Novos discursos e promessas podem surgir, mas é fundamental que a memória dos erros do passado não se apague, garantindo assim uma escolha mais consciente para o futuro do Amazonas.

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