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Médicos sem salário no Amazonas: denúncia e ação urgente na SES-AM

Médicos sem salário no Amazonas: denúncia e ação urgente na SES-AM

Manaus – Enfrentando uma crise sem precedentes, os médicos da rede pública do Amazonas continuam comprometidos com a saúde da população, mesmo diante de enormes dificuldades. No entanto, a gestão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), presidida por Luís Saraiva, é alvo de severas críticas por parte das principais instituições médicas do estado.

Recentemente, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM) e o Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM) publicaram uma nota destacando a deterioração do sistema de saúde. Atrasos nos pagamentos de salários, plantões e honorários estão se tornando uma constante, somados a sérios questionamentos sobre as condições de trabalho oferecidas pela gestão.

Crise na Gestão da Saúde: Problemas Urgentes

O documento assinado por CREMAM e SIMEAM expressa um descontentamento profundo com a falha contínua de planejamento da SES-AM. A inadimplência prolongada não é uma mera questão financeira, mas um grave perigo para a sociedade amazonense. A falta de pagamento pode gerar instabilidade nas escalas de trabalho, dificultar a manutenção das equipes e comprometer o planejamento e a continuidade da assistência à saúde.

Garantir que os profissionais que salvam vidas recebam sua remuneração de forma adequada e exerçam suas funções em condições dignas deveria ser uma prioridade. No entanto, a atual administração da SES-AM vem falhando nesta obrigação elementar.

Fiscalização e Responsabilidade: O Papel das Entidades Médicas

Diante da inércia da gestão pública, o CREMAM e o SIMEAM informaram que não limitarão suas ações a apenas denúncias. As entidades agora buscam promover uma fiscalização ativa sobre a administração pública e as empresas terceirizadas contratadas. A determinação é clara: a gestão da saúde passará a ter um rigoroso escrutínio.

O CREMAM já anunciou que vai responsabilizar juridicamente empresas e instituições que não cumprirem com suas obrigações, utilizando a Resolução CFM nº 2.462/2026, que estabelece normas de apuração para casos de inadimplemento. Por seu lado, o SIMEAM busca vias jurídicas eficazes para combater a precarização do trabalho médico no Amazonas.

Apelo aos Órgãos de Controle

As entidades médicas pedem uma interveniência imediata dos órgãos responsáveis pelo controle e fiscalização da administração pública. O Ministério Público do Estado (MPE), o Tribunal de Contas (TCE), a Defensoria Pública e a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) foram convocados a investigar, auditar e esclarecer a situação alarmante do sistema de saúde.

A mensagem das entidades é clara: a dignidade da saúde pública não pode ser sacrificada por ineficiências administrativas. O quadro atual exige atenção e solução urgente.

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