Sarampo avança nos países-sede da Copa e gera alerta sanitário

09/06/2026 15:11 09/06/2026 15:11 09/06/2026 15:11
Sarampo avança nos países-sede da Copa e gera alerta sanitário

Brasil – O aumento do número de casos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, países que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2026, acende um alerta sobre a necessidade de vacinação dos turistas brasileiros que viajarão para essas nações. Juntos, esses três países concentram cerca de 70% dos casos da doença nas Américas.

Expansão dos casos de sarampo

No último ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta sobre o crescimento dos casos de sarampo. O Canadá registrou 5.062 ocorrências, resultando na perda da certificação de país livre da doença. Em 2026, já foram confirmados 124 casos em território canadense.

No México, os registros saltaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025. Somente em janeiro deste ano, foram contabilizados 1.190 casos, conforme dados preliminares. Nos Estados Unidos, 2.144 casos foram registrados em 2025 e outros 721 apenas em janeiro de 2026.

Risco de reintrodução da doença

Em 2025, foram notificados 38 casos de sarampo no Brasil, todos importados de nações vizinhas. Em janeiro de 2026, dois novos casos foram registrados: o de uma mulher de 22 anos, no Rio de Janeiro, e o de um bebê de 6 meses, em São Paulo. Ambos não possuíam registro de vacinação, o que enfatiza a importância da imunização.

Para pessoas entre 1 e 30 anos, são necessárias duas doses da vacina contra o sarampo, enquanto para quem tem entre 30 e 60 anos, uma dose é suficiente. Este panorama exige atenção redobrada, especialmente para aqueles que planejam viajar para países com alta incidência da doença.

Reforço na vacinação contra o sarampo

O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional orientando os brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá para a Copa do Mundo a reforçarem a vacinação contra o sarampo. Para crianças entre 6 e 11 meses, a recomendação é receber a chamada “dose zero” pelo menos 15 dias antes da viagem. Pessoas entre 12 meses e 29 anos devem ter tomado duas doses da vacina, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam ter recebido pelo menos uma dose durante a vida.

Outra orientação é que a vacina Tríplice Viral, que também protege contra caxumba e rubéola, deve ser aplicada pelo menos 15 dias antes da partida. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando o acesso à imunização.

Cuidado com o sarampo: uma doença grave

O sarampo é uma doença grave, que pode deixar sequelas permanentes e levar à morte. As complicações podem variar de acordo com a idade e a condição de saúde do paciente. Em crianças, pode causar pneumonia, infecções de ouvido, encefalite aguda (inflamação do encéfalo) e, em casos severos, até morte. Nos adultos, a pneumonia é a principal complicação, enquanto em gestantes, o sarampo pode provocar parto prematuro e baixo peso ao nascer.

Altamente contagioso, o vírus se espalha por meio da tosse, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode transmitir a doença antes mesmo de apresentar sintomas. Os sinais mais comuns incluem febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas que geralmente aparecem primeiro no rosto antes de se espalharem pelo corpo. Os sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus.

Portanto, com a iminência da Copa do Mundo e o aumento de casos de sarampo nas Américas, é crucial que todos os turistas brasileiros estejam cientes da importância da vacinação. Proteger-se contra o sarampo não é apenas uma questão individual, mas também uma responsabilidade social que pode evitar surtos e proteger a saúde pública.